Especialistas defendem modelo de ensino tecnológico chamado 3.0
"A escola já mudou para acompanhar a transformação tecnológica?", provocou Jim Lengel
| Como aproveitar a tecnologia na Educação? Dicas e orientações para tirar o melhor da internet - com segurança |
Educação e mercado de trabalho
A Revolução Industrial do século 19 transformou o trabalho: grandes grupos trabalhando individualmente, num ambiente fechado, sem conversar entre si, fazendo um conjunto restrito de tarefas, atrás das mesas, com uma supervisão próxima. Leia novamente esta descrição. Soa familiar? Exatamente: as escolas se adaptaram à esse modelo, pois assim foi exigido pela nova sociedade. Era a sociedade 2.0 que, formada a partir da Revolução Industrial, substituiu a sociedade rural cujas escolas preparavam artesãos e lavradores para um ambiente econômico e social estável.
E hoje? "O mercado de trabalho não pergunta mais "o que você sabe?", mas "o que você pode realizar?", apontou John Moravec, especialista em inovações educacionais da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Por videoconferência, ele comentou a necessidade desta transformação: "industrializamos o sistema educativo, criando cérebros empacotados".
Jim Lengel descreveu a dinâmica nas novas empresas: pequenos grupos se reúnem para a solução de problemas inéditos, utilizando diferentes disciplinas, coletando informação de diversas fontes e em diferentes formatos, utilizando ferramentas digitais sem supervisão constante e conectados com o mundo. "A escola já mudou para acompanhar essa transformação?", provocou.
Reivenção da escola
Não é apenas o mercado que pede mudanças. 40% dos jovens entre 15 e 17 anos que deixaram de estudar o fizeram por considerar a escola desinteressante. O estudo "Motivos da Evasão Escolar", realizado pela FGV - RJ EM 2009, mostrou também que a necessidade de trabalhar é o segundo motivo pelo qual jovens deixam de estudar. O triste paradoxo é que continuar estudando garante salários melhores. O PNAD de 2007 calculou que a conclusão do Ensino Médio aumenta o salário em 34,39%. "A sala de aula, por sua inércia, pertence muito mais ao mundo da depressão do que o da diversão. Não conseguimos mais produzir encantamento, curiosidade, surpresa", instiga Luciano Meira, pedagogo e professor da UFPE.
O uso da tecnologia pode ajudar a modernizar o ensino, mas a maioria das escolas ainda não encontrou seu caminho. "Ainda estamos presos na Educação 2.0", lamentou Lengel. Ele descreveu como seria a escola 3.0, que aproveita inclui a tecnologia para melhorar o ensino e aprendizagem:
A Revolução Industrial do século 19 transformou o trabalho: grandes grupos trabalhando individualmente, num ambiente fechado, sem conversar entre si, fazendo um conjunto restrito de tarefas, atrás das mesas, com uma supervisão próxima. Leia novamente esta descrição. Soa familiar? Exatamente: as escolas se adaptaram à esse modelo, pois assim foi exigido pela nova sociedade. Era a sociedade 2.0 que, formada a partir da Revolução Industrial, substituiu a sociedade rural cujas escolas preparavam artesãos e lavradores para um ambiente econômico e social estável.
E hoje? "O mercado de trabalho não pergunta mais "o que você sabe?", mas "o que você pode realizar?", apontou John Moravec, especialista em inovações educacionais da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Por videoconferência, ele comentou a necessidade desta transformação: "industrializamos o sistema educativo, criando cérebros empacotados".
Jim Lengel descreveu a dinâmica nas novas empresas: pequenos grupos se reúnem para a solução de problemas inéditos, utilizando diferentes disciplinas, coletando informação de diversas fontes e em diferentes formatos, utilizando ferramentas digitais sem supervisão constante e conectados com o mundo. "A escola já mudou para acompanhar essa transformação?", provocou.
Reivenção da escola
Não é apenas o mercado que pede mudanças. 40% dos jovens entre 15 e 17 anos que deixaram de estudar o fizeram por considerar a escola desinteressante. O estudo "Motivos da Evasão Escolar", realizado pela FGV - RJ EM 2009, mostrou também que a necessidade de trabalhar é o segundo motivo pelo qual jovens deixam de estudar. O triste paradoxo é que continuar estudando garante salários melhores. O PNAD de 2007 calculou que a conclusão do Ensino Médio aumenta o salário em 34,39%. "A sala de aula, por sua inércia, pertence muito mais ao mundo da depressão do que o da diversão. Não conseguimos mais produzir encantamento, curiosidade, surpresa", instiga Luciano Meira, pedagogo e professor da UFPE.
O uso da tecnologia pode ajudar a modernizar o ensino, mas a maioria das escolas ainda não encontrou seu caminho. "Ainda estamos presos na Educação 2.0", lamentou Lengel. Ele descreveu como seria a escola 3.0, que aproveita inclui a tecnologia para melhorar o ensino e aprendizagem:
Pequenos grupos buscando solução de problemas:
Na Educação 3.0, os alunos têm autonomia para buscar aprender. Cabe ao professor propor desafios que os instigue. As bibliotecas ganham a função de prover o espaço para dicussões. "A escola precisa mudar sua arquitetura para oferecer espaços de colaboração", disse Lengel.
Desenvolvimento de diferentes tarefas habilidades:
Ler e escrever são habilidades básicas nesta nova Educação. É preciso conectar ideias, explorar possibilidades e prever.
Trabalho integrado entre as disciplinas:
A Educação 3.0 é essencialmente interdisciplinar, por isso os professores devem conversar e discutir os temas a serem abordados na sala de aula. Assim, é possível utilizar o mesmo tema para trabalhar diferentes disciplinas e, assim, fazer com que elas colaborem para a aprendizagem.
Adquirir informações em lugares e formatos diferentes:
Uma planilha, um texto, um site do governo. A Educação 3.0 instiga os alunos a pesquisarem na internet tudo que possa ajudá-lo a pensar em uma solução para o desafio proposto pelo professor. Com isso, a capacidade de discernir sobre a autenticidade de uma informação é desenvolvida.
Integrar ferramentas digitais no dia-a-dia escolar:
A escola 3.0 aproveita os dispositivos móveis para estar presente no dia a dia de seu aluno. Por meio do smartphone, o aluno pode ouvir podcasts sobre o conteúdo visto em aula, ler o livro e receber alertas sobre as próximas tarefas. Os professores acompanham os trabalhos de forma integralmente digital.
Conexão com o mundo:
A tecnologia de videoconferência permite facilmente trazer para a sala de aula professores, especialistas e palestrantes de qualquer lugar do mundo. Os professores 3.0 aproveitam suas conexões para que os alunos possam aprender mais.
Como chegar lá?
Depois desta descrição ideal de uma Educação moderna e tecnológica, é impossível não se perguntar como é possível implementar esse modelo de educação. As dificuldades para a implementação deste modelo são muitas. Adriana Martinelli, coordenadora de Educação do Instituto Ayrton Senna, listou 3 pilares necessários. Além da construção de um plano pedagógico e da infraestrutura tecnológica, é preciso que haja uma gestão deste processo. "Apenas quando políticos, gestores, professores, alunos e pais trabalham juntos é possível incluir a tecnologia de maneira eficiente", defendeu.
Para Lengel, o caminho para essa transição envolve o papel do professor. "O professor é central, mas não pode promover a mudança sozinho", concordou. No novo modelo de Educação, o professor deixa de ser um transmissor e passa a mediar o conteúdo, para que os alunos possam pensar sobre ele. Mas a especialista em tecnologia educacional Vani Kenski, da USP, alerta para o erro comum de cobrar inovação apenas dos professores. "Não há como pensar inovação no Brasil com essas estruturas e funcionamentos arcaicos", criticou. Para ela, planejamento é fundamental. "Inovação não se faz com improviso ou compra de tecnologia. É uma mudança estrutural que precisa de investimento", completou.
Mais informações sobre o conceito de Educação 3.0 podem ser encontradas no site do professor Jim Lengel.
Para Lengel, o caminho para essa transição envolve o papel do professor. "O professor é central, mas não pode promover a mudança sozinho", concordou. No novo modelo de Educação, o professor deixa de ser um transmissor e passa a mediar o conteúdo, para que os alunos possam pensar sobre ele. Mas a especialista em tecnologia educacional Vani Kenski, da USP, alerta para o erro comum de cobrar inovação apenas dos professores. "Não há como pensar inovação no Brasil com essas estruturas e funcionamentos arcaicos", criticou. Para ela, planejamento é fundamental. "Inovação não se faz com improviso ou compra de tecnologia. É uma mudança estrutural que precisa de investimento", completou.
Mais informações sobre o conceito de Educação 3.0 podem ser encontradas no site do professor Jim Lengel.
Comentário:
Como é dito na matéria, a escola mudou para acompanhar a revolução industrial porém, o mundo não é mais como naquela época, ele mais uma vez se evoluiu e a escola ainda não avançou para acompanhá-lo e sua evolução, se acontecesse, seria o que os americanos chamam de ¨Escola 3.0¨.
Na minha opinião, acho que interessante se a escola evoluísse para 3.0, os alunos se interessariam mais em aprender, em buscar soluções, tentar aprender de verdade e ficariam felizes em acordar todos os dias para ir à escola.
Mas como é dito na reportagem, essa mudança não pode ser feita somente pelo professor, mas sim por toda a sociedade, eu, como aluna, acho que seria muito bom para o aprendizado da nova geração.
Como é dito na matéria, a escola mudou para acompanhar a revolução industrial porém, o mundo não é mais como naquela época, ele mais uma vez se evoluiu e a escola ainda não avançou para acompanhá-lo e sua evolução, se acontecesse, seria o que os americanos chamam de ¨Escola 3.0¨.
Na minha opinião, acho que interessante se a escola evoluísse para 3.0, os alunos se interessariam mais em aprender, em buscar soluções, tentar aprender de verdade e ficariam felizes em acordar todos os dias para ir à escola.
Mas como é dito na reportagem, essa mudança não pode ser feita somente pelo professor, mas sim por toda a sociedade, eu, como aluna, acho que seria muito bom para o aprendizado da nova geração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.