domingo, 8 de novembro de 2015

CIÊNCIAS-4°bimestre-2015

Degelo antártico pode elevar em três metros o nível do mar, alerta estudo

Área chave da Antártica ocidental já poderia estar suficientemente instável. 
Cientistas usaram modelos para projetar efeitos de 60 anos de degelo.

 Foto mostra baleia emergindo em região antártica; estudo concluiu que, em longo prazo, degelo antártico vai elevar em 3 metros o nível do oceano (Foto:  John B. Weller/The Pew Charitable Trists/AFP)

Uma área chave da Antártica ocidental já poderia estar suficientemente instável para desaparecer e provocar um aumento de três metros no nível dos oceanos, advertiram cientistas nesta segunda-feira (2).
O estudo, publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS") sucede uma pesquisa feita no ano passado, comandada pelo glaciologista da Nasa Eric Rignot, que advertia que o gelo antártico tinha chegado a um ponto de retração irreversível, que o degelo era incontrolável e podia elevar o nível do mar em 1,2 metro.

Agora, os cientistas do Postdam Institute for Climate Impact Research, da Alemanha, apontaram para os impactos de longo prazo do setor crucial do Mar de Amundsen, na Antártica Ocidental, que - sustentam - "muito provavelmente se desestabilizou".

Simulação de longo prazo

Enquanto pesquisas anteriores "estudaram a evolução futura desta região a curto prazo, aqui damos um passo a mais e simulamos a evolução de longo prazo de toda a camada de gelo da Antártica Ocidental", indicaram os autores nos anais da Academia Nacional de Ciências.

Os pesquisadores usaram modelos informáticos para projetar os efeitos de 60 anos de degelo na taxa atual e previram que "ocorreria uma desintegração completa a longo prazo".
Em outras palavras, "toda a camada de gelo marinha tombará no oceano, causando um aumento global do nível dos mares de aproximadamente três metros", indicaram os autores.
"Se a desestabilização já começou, um aumento de três metros no nível do mar nos próximos séculos a milênio poderia ser evitável", acrescentaram.
Até algumas poucas décadas de aquecimento dos oceanos podem desencadear um degelo com centenas a milhares de anos de duração.
"Uma vez que as massas de gelo forem afetadas, que é o que está ocorrendo atualmente, respondem de uma forma não linear: há uma ruptura relativamente súbita da estabilidade após um longo período no qual se veem poucas mudanças", advertiu o principal autor do estudo, Johannes Feldmann.
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/11/degelo-antartico-pode-elevar-em-tres-metros-o-nivel-do-mar-alerta-estudo.html

Comentário:

O aquecimento global não pode ser mais revertido como dito na matéria, o mundo inteiro já é alertado a muito tempo, é aquele tipo de coisa que você quase prevê que vai acontecer.
Como as providências não foram tomadas enquanto poderíamos reverter a situação, agora é só esperar o aumento do nível do mar acontecer e adaptar ao máximo as cidades antes disso acontecer.

POLÍTICA-4°bimestre-2015

Governo diz ao Congresso que dívida com 'pedaladas fiscais' soma R$ 57 bi

Valor representa dívida a ser quitada pela União até dezembro deste ano.
Nesta quarta, Executivo apresentou defesa das 'pedaladas' ao Legislativo.



O governo federal informou nesta quarta-feira (4) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) que deve R$ 57,013 bilhões a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelas operações financeiras chamadas de “pedaladas fiscais”. Segundo o Executivo federal, esse é o valor da dívida a ser quitada até dezembro deste ano.
Esta é a primeira vez que o governo divulga oficialmente o valor exato da dívida com as pedaladas. No mês passado, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia informado que o passivo com os bancos públicos era de R$ 50 bilhões até o final de 2014.
Entretanto, Saintive já tinha ressaltado que haveria uma "atualização" dos valores, com a incorporação dos juros incidentes nestas operações, além de novas "obrigações" neste ano.
O secretário havia dito que o valor que poderia ser abatido da meta fiscal era de R$ 50 bilhões – mesmo com o pagamento de R$ 17 bilhões das "pedaladas" do ano passado.
Na ocasião, Saintive também admitiu que o rombo nas contas do governo, em 2015, pode superar a marca de R$ 110 bilhões, caso não ocorra o leilão das hidrelétricas, marcado para dia 25 deste mês, e se forem pagas até dezembro todas as "pedaldas" do ano passado. 
Atraso em repasses
As chamadas “pedaladas fiscais” consistiram no atraso dos repasses da União para bancos públicos do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários. Essa prática fez com que instituições financeiras como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil usassem recursos próprios para honrar esses compromissos, numa espécie de “empréstimo” ao governo, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também nesta quarta, o governo informou o valor da dívida por instituição:
– Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): R$ 22,438 bilhões
– Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): R$ 20,737 bilhões
– Banco do Brasil: R$ 12,329 bilhões
– Caixa Econômica Federal: R$ 1,509 bilhão


De acordo com o governo, esses valores já consideram os juros devidos. Segundo a tabela encaminhada pela equipe econômica do governo, os R$ 57,013 bilhões a serem pagos em dezembro deste ano são resultado de uma dívida total de R$ 51,488 bilhões e encargos de R$ 5,525 bilhões sobre a dívida.
Além disso, o documento prevê uma necessidade de suplementação orçamentária de R$ 29,318 bilhões.
Recomendação do TCU
Em razão das "pedaladas fiscais", o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 7 de outubro, por unanimidade, relatório do ministro Augusto Nardes que recomenda ao Congresso Nacional rejeitar as contas do governo federal referentes a 2014.

Nardes avaliou que as pedaladas evidenciaram a "desgovernança" do equilíbrio fiscal. Agora, caberá ao Congresso analisar o parecer do TCU.

Revisão fiscal
O parecer do deputado Hugo Leal (PROS-RJ), relator da revisão da meta fiscal de 2015, considera o abatimento de até R$ 55 bilhões para compensação das pedaladas fiscais.

Na semana passada, o governo revisou a meta fiscal para 2015 para um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 51,8 bilhões.

Na ocasião, o secretário do Tesouro Nacional disse que, dos R$ 50 bilhões em passivos com os bancos públicos no fechamento de 2014 relacionados às chamadas pedaladas fisicais, R$ 17 bilhões foram pagos pelo governo de janeiro a setembro de 2015.

Defesa das 'pedaladas'
Mais cedo, os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) entregaram ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a defesa em relação às “pedaladas fiscais” praticadas pelo governo em 2014.


A presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), disse que o documento já foi encaminhado por Renan ao colegiado, junto com o parecer doTribunal de Contas da União (TCU) que recomenda ao Congresso a reprovação das contas.

Caberá à CMO fazer uma análise preliminar das contas do Executivo, antes de o assunto ser votado em sessão do Congresso Nacional – conjunta da Câmara e do Senado.
Apesar da recomendação do tribunal, o Legislativo pode aprovar, aprovar com ressalvas ou rejeitar as contas de 2014.
Comentário:
Ver a quantidade de reportagens sobre fraudes e propinas no nosso país e fechar o ano devendo mais de 50 bilhões sem nenhuma explicação e a população sem direitos, salários e empregos é muito triste porque mostra que a tão falada ascensão de país subdesenvolvido à país desenvolvido está muito, muito longe de acontecer. 

TE CONTEI-4°bimestre-2015

ONG transforma morador de rua em ponto ambulante de internet

Em Praga, na República Checa, iniciativa gerou apoio e críticas.
Dinheiro para manter a iniciativa vem de doações virtuais.

Em Praga, sem-teto vira ponto de acesso a internet com ajuda de ONG (Foto: Reprodução/Facebook/Wifi4Life)
Uma organização de caridade de Praga, na República Tcheca, criou uma maneira inusitada de ajudar na integração dos sem-teto com o restante da sociedade: transformá-los em "hotspots" ambulantes para oferecer internet gratuita, ideia que para alguns soou como uma grande sacada, mas para outros não passa de exploração de mão de obra.
Logo que o dia começa, integrantes da ONG Wifi4Life entregam a um morador de rua um roteador e uma bateria para recarregar celulares, que ele deve deixar no bolso de seu casaco.
Depois, o "ponto de internet ambulante" deve circular por locais turísticos ou conhecidas regiões de Praga, sempre em um raio de ação de 100 metros, podendo estar sentado em um banco ou mesmo parado na entrada de uma estação de metrô, por exemplo.
Além dos aparelhos, o morador de rua usa uma camiseta com a inscrição "Free Wifi Charity" , explicou Lubos Bolecek, fundador da Wifi4Life. Ele espera que o anúncio na camisa e a campanha na imprensa e nas redes sociais sejam suficientes para aumentar a percepção positiva da iniciativa.
"A ideia é boa, é simpática, mas espero que os sem-teto recebam alguma coisa", defende Robin Kleinhampl, administrador de um prédio comercial no centro de Praga, onde param muitos moradores de rua, que em breve poderão oferecer seus serviços de internet.
O problema, para alguns, é a forma de pagar por este serviço. Por enquanto, o plano da Wifi4Life é assumir as despesas com alimentação, alojamento, roupas e higiene dessas pessoas, e dar uma quantia em dinheiro, que a organização estima ser de 400 euros por mês (cerca de R$ 1,6 mil).
No entanto, não existe contrato de trabalho, nem seguro médico. Entre a Wifi4Life e os sem-teto existe apenas um contrato de empréstimo dos materiais.
A organização "Nadeje", que atende anualmente cerca de 3 mil sem-teto, não concorda com este sistema de ajuda. "Em geral, não apoiamos que uma sem-teto trabalhe sem um contrato formal", afirmou à Agência EFE o diretor regional da Nadeje em Praga, Jan Kadlec.
Para ele, a iniciativa poderia violar a Lei de Serviços Sociais, sobretudo no trecho de discriminação e abuso. "É difícil avaliar o que os moradores de rua recebem como compensação, portanto, é difícil dizer que é legal", disse.
De fato, existem na capital tcheca outras iniciativas públicas e privadas, nas quais se assina um contrato, como programas para varrer ruas e parques, andar com anúncios publicitários e limpar cemitérios.
"A propaganda foi veiculada em horário nobre na TV. A receptividade foi muito boa. Recebemos retorno até da Itália e da Argentina para que implantássemos o sistema por lá", relatou.
A Wifi4Life, no entanto, justifica que, se contratasse os moradores de rua, o projeto custaria o dobro, por conta da elevada pressão fiscal, que chega a até 50%, segundo Bolecek.
Por enquanto, a Wifi4Life espera arrecadar dinheiro suficiente através de "crowdfunding" (financiamento coletivo) para começar a aplicar a iniciativa. Mais adiante, espera que ela se mantenha graças à "solidariedade" das empresas de telefonia e de fornecedores de serviços de internet, que comecem a fazer doações.
"Muitas empresas e cidadãos em geral estão dispostos a financiar os projetos que gostam, e este tem grande potencial de relações públicas, para unir seu nome a esta iniciativa", resumiu Bolecek.
Ele ressalta que de forma alguma a Wifi4Life aceitará que os moradores de rua "mendiguem" dinheiro dos usuários. O primeiro - e até o momento único - sem-teto do projeto piloto é Kamil Krtil, de 56 anos, que diz estar satisfeito com o trabalho, que ele concilia com o de vendedor de flores na rua.
"Há dois meses trabalho neste projeto, e é uma boa ideia", afirmou Krtil, que fica na saída da estação do metrô Dejvicka, ao lado do campus da Universidade Politécnica de Praga, enquanto cumprimenta pedestres conhecidos.
Apesar de Praga ter cerca de 6 mil pessoas na mesma condição de Krtil, poucas cumprem os requisitos para este programa, segundo a Wifi4Life.
"Nosso segmento são os sem-teto que acabaram na rua por um problema muito pontual e que precisam apenas de um estímulo para voltar à vida normal", alegou Bolecek.
De acordo com ele, o objetivo é que uma pessoa que trabalhe como "hotspot" esteja preparada para voltar ao mercado de trabalho formal em, aproximadamente, seis meses.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/ong-transforma-morador-de-rua-em-ponto-ambulante-de-internet.html

Comentário:

A iniciativa é uma ótimo exemplo de como podemos ser criativos e ajudar as pessoas que não tem nem onde morar refazer suas vidas. Além de estar trabalhando as pessoas ajudadas podem ter uma chance de terem uma profissão e voltar ao mercado de trabalho em, aproximadamente, seis meses, como dito na matéria.

ÉTICA E CIDADANIA-4°bimestre-2015

Meu filho ficou debaixo de pedras, diz moradora de casa invadida por ônibus

Motorista perdeu controle e ônibus bateu em casa na Zona Norte de SP.
Dois moradores e o motorista do ônibus ficaram feridos no acidente.

O ônibus que invadiu uma casa no bairro Furnas, na região do Tremembé, na Zona Norte de São Paulo, atingiu o quarto onde dormia a mãe e seis filhos que residem no imóvel.
O acidente ocorreu por volta das 5h30 desta terça-feira (3), quando o motorista de uma linha da Viação Sambaíba não conseguiu fazer a curva e invadiu a casa na Alameda Andorinhas. Dois rapazes que dormiam ficaram feridos, além do motorista do ônibus.
A Defesa Civil interditou o imóvel que está escorado no ônibus. “Não deu tempo de pegar nada. Minha tia foi e buscou esse cobertor e o chinelo. Agora não pode mais entrar”, contou Bianca, de 16 anos, irmã das vítimas que também dormia no quarto na hora do acidente.
A mãe de Diego, a moradora Rosilene dos Santos Nunes, ficou bastante assustada com o acidente. “Acordamos com barulho e com muito pó. Meu filho acordou desesperado e meu filho estava debaixo das pedras”, afirmou.
Com o impacto da colisão, uma parte da parede caiu sobre as pernas e os braços de Diego, de 18 anos.
Outro filho da Rosilene, um jovem de 21 anos, machucou a cabeça e foi socorrido por parentes antes da chegada dos bombeiros.
“Ele fez pontos na cabeça e vai fazer uma tomografia. Tava apavorado”, contou o primo Bruno Henrique Pires.
A frente da casa ficou destruída e o ônibus travou a via. O motorista ficou preso nas ferragens.
Ônibus bate em casa na Zona Norte de São Paulo (Foto: Reprodução/ TV Globo)
No momento do acidente, chovia e estava escuro. Segundo a vizinhança, os motoristas costumam passar pelo local em alta velocidade.
“Os ônibus descem fazendo a curva toda correndo”, afirmou o cabelereiro Anthony Henrique.
Na hora do susto, a família saiu correndo apenas com a roupa do corpo.
“Agora não pode entrar antes da Defesa Civil liberar. A casa está escorada no ônibus”, afirmou a mãe das vítimas.
Segundo a Defesa Civil, nenhum outro imóvel atingido. A Viação Sambaíba não se manifestou.
Ônibus bate em casa na Zona Norte de São Paulo (Foto: Reprodução/ TV Globo) (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/11/meu-filho-ficou-debaixo-de-pedras-diz-moradora-de-casa-invadida-por-onibus.html

Comentário:

O motorista que dirige sem responsabilidade, não pensando no risco que pode causar aos outros não está sendo ético profissionalmente. Faltou ética porque ele faz a curva com imprudência sabendo que poderia causar muitas mortes tanto dos passageiros do ônibus quanto dos moradores, além da sua própria vida.

MUNDO-4°bimestre-2015

Donos de boate que pegou fogo na Romênia são presos

Incêndio de sexta-feira (30) matou 32 pessoas e deixou quase 200 feridos.Tragédia lembra o que aconteceu na Boate Kiss, no RS, há quase três anos.

A polícia da Romênia prendeu os donos da boate que pegou fogo em Bucareste, na Romênia, na sexta-feira (30). O incêndio matou 32 pessoas e deixou quase 200 feridos.
Os três vão responder por homicídio culposo - que é aquele em que não há intenção de matar. Eles são acusados de permitir a superlotação da boate e de não garantir um número suficiente de saídas de emergência. As autoridades suspeitam que as chamas começaram quando uma banda acendeu fogos de artifício durante um show.
Foi o que aconteceu na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, há quase três anos. Dois sócios da boate e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira foram denunciados por homicídio. Eles respondem ao processo em liberdade.
A Justiça Militar absolveu seis bombeiros. E condenou dois, que recorreram da sentença.
Até agora, só foi condenado, no Rio Grande do Sul, pelo incêndio da Boate Kiss, pela justiça comum, o major Gerson da Rosa Pereira, do corpo de bombeiros, pelo crime de fraude processual.


Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/11/donos-de-boate-que-pegou-fogo-na-romenia-sao-presos.html

Comentário:

A matéria mostra que a rapidez da justiça da Romênia em resolver o caso do incêndio na boate nos faz pensar que nossa justiça é muito lenta e nem sempre justa. Quanto mais tempo levar para que tudo seja resolvido mas sofrimento as famílias das pessoas que morreram terão. Que pena que aqui no Brasil, além do julgamento demorar muito, as pessoas culpadas ainda podem encontrar muitas saídas para não pagarem pelo que fizeram.  

SAÚDE E BEM ESTAR-4°bimestre-2015

RISADA,UM EXERCÍCIO AERÓBICO
Cinco minutos de boas gargalhadas equivalem a quarenta e cinco minutos de exercícios físicos aeróbicos


Foto - Shutterstock
Nunca é tarde para começar um novo esporte ou atividade física. Esquentar os músculos é a melhor maneira de se manter saudável e em forma. E nada melhor do que fazer tudo isso de bom humor, dando risada.

O riso, se não for a melhor ginástica, com certeza é o melhor aquecimento aeróbico. Com isso, a caminhada ou qualquer outra atividade que se segue a uma sessão de boas risadas, transcorre com muita alegria, leveza, união, descontração e saúde para dar e vender.
Vale ressaltar que o trabalho de aquecimento deve mesclar exercícios de mobilidade articular e muscular, além de exercícios aeróbicos dentre os quais podem ser incluídos exercícios com risadas.
Os benefícios de rir são:
1. Preparação do sistema cardiovascular através do aumento da frequência cardíaca;
2. Aumento do fluxo sanguíneo para os músculos ativos e da temperatura corporal;
3. Aumento da troca de oxigênio na hemoglobina e da velocidade de impulsos nervosos;
5. Diminuição da tensão muscular.
Os exercícios aeróbicos trabalham diversos músculos de forma rítmica, estimulando a função dos sistemas cardiorespiratório, vascular, e o metabolismo.
Para se ter ideia de como a risada é uma excelente ginástica aeróbica, o cientista e professor norte americano Robert Provine, apresenta uma comparação para se perceber o poder aeróbico:
·      Cinco minutos de boas gargalhadas equivalem a quarenta e cinco minutos de exercícios físicos aeróbicos;
·      Rir cem vezes ao dia equivale a remarmos por dez minutos;
·      Rir por seis horas é o mesmo que nadarmos quatrocentos metros ou corrermos por vinte minutos.
·      Ninguém ri por seis horas sem parar, mas este comparativo nos mostra o quão poderosa é a atividade física aeróbica quando dermos boas gargalhadas;
·       Portanto, a partir de agora, antes de iniciar sua partida de futebol ou maratona, tire um minutinho para se aquecer com boas risadas, junto de seus colegas ou equipe.



Comentário:

Muito interessante saber que rir não mostra que você está feliz mas que também faz bem para a saúde. Já sabia que rir mexia com muitos músculos da face mas não sabia que fazia bem para o coração. Me lembrei da frase que já ouvi algumas vezes: rir é o melhor remédio. Estou vendo que pode não ser o melhor mas que pode ajudar a prevenir algumas doenças.

EDUCAÇÃO-4°bimestre-2015

'Estava ilhada', diz estudante que vai fazer Enem em dezembro em SC

Por causa das chuvas, exame foi adiado em Rio do Sul e Taió, no Vale.
Professores usam já prova do fim de semana como exemplo em salas.

Alícia Karina fará Enem em dezembro em Rio do Sul (Foto: Arquivo Pessoal)

Estudantes das cidades catarinenses de Taió e Rio do Sul, onde o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi adiado para 1º e 2 de dezembro por causa das chuvas que causaram alagamentos no fim de semana, aproveitam o tempo extra para revisar mais matérias, enquanto ainda enfrentam transtornos na região.
Em Rio do Sul, ruas continuam alagadas nesta terça-feira (27) (Foto: Larissa Vier/ RBS TV)
As chuvas deixaram famílias ilhadas e locais de prova debaixo d'água. "Eu estava ilhada. Estávamos prejudicados tanto física quanto emocionalmente para prestar a prova", conta a estudante Alícia Karina Will, de 17 anos, que fará a prova em Rio do Sul.
Outra estudante, Amanda Letícia Feifarek, da mesma idade, também concorda com o adiamento. "Realmente, para quem está vivendo a situação da cidade, com muita gente sem acesso aos locais de prova, foi certa a decisão". Para Thayná Gili, de 17 anos, o adiamento foi importante "para todos terem a mesma oportunidade. Dá chance para o pessoal voltar para as casas", completa.
Apesar da melhora do tempo, algumas cidades da região ainda tinham rios em conta de emergência nesta quarta (28). Moradores do Vale do Itajaí ainda contabilizam os prejuízos. Na escola onde Alícia estuda, a água não havia voltado na terça-feira.
Thayná vai aproveitar o tempo até o Enem para fazer simulados (Foto: Thayná Gili/Arquivo pessoal)Mais tempo para estudar
Com o adiamento, estudantes das duas cidades terão um pouco mais de tempo para estudar. O exame feito em todo o Brasil no último fim de semana já é usado nos estudos pelos professores do colégio, diz Alícia. Amanda vai imprimir a prova e Thayná pensa em fazer a mesma coisa, além de participar de simulados.
As estudantes temem que a prova de dezembro seja mais difícil do que a do fim de semana passado. "Mas, por um lado, é um pouco justo porque a gente vai poder se preparar mais", diz Alícia.

No domingo (25), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou sobre a nova prova nas cidades onde o Enem foi adiado. "Os organizadores do Inep consideram que nesses casos foi necessário suspender a prova. Será feita uma nova prova, no mesmo grau de dificuldades, as mesmas regras de editais. O nível de uma prova para outra será o mesmo", afirmou Mercadante.
Amanda diz que vai imprimir Enem do último fim de semana para se preparar melhor (Foto: Arquivo Pessoal)


Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/10/estava-ilhada-diz-estudante-que-vai-fazer-enem-em-dezembro-em-sc.html

Comentário:

Adiar a prova do Enem nas cidades onde houve alagamento foi uma decisão justa já que muitas pessoas não conseguiriam chegar nos locais da prova.  Além disso, as pessoas que sofreram com a enchente vão ter tempo para reorganizar a vida e conseguir se concentrar para a prova. Os organizadores também vão poder ter tempo para preparar os locais onde as provas serão aplicadas.

CULTURA-4°bimestre-2015

Kéfera Buchmann prepara 2º livro e diz: 'Não tem como fingir o sucesso'

Atriz curitibana, de 22, tem 6,1 milhões de inscritos em canal no YouTube.
Ela lançou seu 1º livro e já é best-seller e queridinha de Paulo Coelho.

A youtuber Kéfera Buchmann (Foto: Divulgação/Renato Parada)
Kéfera Buchmann é a brasileira com o maior número de seguidores no YouTube. São 6,1 milhões de pessoas que se inscreveram para assistir aos vídeos da curitibana de 22 anos no canal 5incominutos. Criada em julho de 2010, a página tem mais de 200 vídeos e 478 milhões de visualizações.
Ela também é atriz, em cartaz na peça "Deixa eu te contar", e lançou em agosto seu primeiro livro, "Muito mais que 5inco minutos" (editora Paralela).
Nele, ela conta sua história pré-fama. "Não quero passar nenhuma mensagem. Não é um livro de autoajuda. As pessoas apenas vão se identificar com algumas situações", diz Kéfera, em conversa por telefone.
Lançado na Bienal do Rio, em evento com milhares de jovens e muita histeria, o livro virou o maior best-seller da feira. De acordo com o PublishNews, que monitora o mercado de livros, foi o sétimo mais vendido do ano até o momento. No Twitter, o escritor Paulo Coelho trocou mensagens "fofas" com Kéfera. "É uma pessoa que conhece o que está falando. Agora ele está me seguindo lá nas redes", conta.
G1 - Seu livro foi o best-seller da Bienal. Você esperava sucesso fora do YouTube?
Kéfera Buchmann - O livro é um outro tipo de veículo. Posso estar falando bobagem, mas é uma coisa mais que os nossos pais estavam acostumados. Hoje em dia a gente está pronto para ter informação digital. A gente baixa livro no iPad, lê coisa que procura no Google. Eu esperava que o livro fosse vender bem. Estava com fé porque, como tem bastante gente seguindo e ansiosa para o livro. Mas não sabia que ia virar best-seller. Isso me assustou positivamente. Fiquei meio chocada com o poder que a venda do livro teve.

G1 - Você diz que escreveu o livro porque as pessoas se interessam pela sua vida. Que tipo de recado você quer passar com a sua história?
Kéfera -
 O livro conta coisas pessoais que eu não tinha falado nos vídeos. Então é meio que um jeito de contar histórias dando opiniões pessoais em relação à determinada situação. Não quero passar recado. Não é um livro de autoajuda. As pessoas apenas vão se identificar com algumas situações. Pode não ser a mesma situação, mas o que elas vão sentir vai ser a mesma coisa. Então eu falo desde a infância. Comento nada sobre quando cheguei no YouTube. Isso eu deixei para um segundo livro. Muita gente acha que vou falar do canal e dos vídeos, e não. É total antes do YouTube.

Capa do livro da Kéfera Buchmann (Foto: Divulgação)G1 - Já pensa no segundo livro?
Kéfera -
 Sim, já temos planos, ideias para o segundo. Já comecei a escrever. E daí sim vai ser um livro onde eu vou falar depois do YouTube o que aconteceu. Vai ser um livro para, se você quiser começar um canal, ter como uma boa base para você ler e ter uma noção do que acontece mais ou menos hoje no YouTube. Vai sair no ano que vem com certeza.

G1 - O Paulo Coelho te elogiou no Twitter, dizendo 'há algo de novo na literatura finalmente'. O que isso significa pra você?
Kéfera -
 A minha mãe meio que me apresentou o Paulo Coelho. Os livros dele. Para mim, foi uma honra. Quando isso aconteceu, eu saí gritando com ela no telefone: 'Mãe, você não sabe quem falou de mim, o Paulo Coelho'. Ele foi um fofo comigo. Ele pra mim é um mestre. Ele é um cara que tem o maior número de títulos traduzidos pelo mundo né. Então a gente vê que não é uma pessoa que veio te elogiar. É uma pessoa que conhece o que está falando. Agora ele está me seguindo lá nas redes.
G1 - Vocês trocaram DMs [direct messages]?
Kéfera -
 Sim, ele me falou que eu não preciso explicar o meu sucesso. 'Não se importe se você ler críticas. Desconsidere essas coisas'. Ele foi super assim mais mestre do que eu já achava. Eu respondi pra ele que, como eu estou na internet faz cinco anos, a internet não tem filtro. Quando a gente lê comentário, ele vem direto. Não tem como me importar com críticas ou não teria continuado. A internet foi um treinamento para qualquer outro trabalho que eu vá fazer. Cinema, livro, TV, qualquer coisa que vem crítica. Primeiro porque ninguém vai agradar todo mundo nunca. Não existe uma pessoa que seja unânime. Só adicionou no que eu já achava em relação à crítica, que é não dar bola, não ler, não se frustrar.

O escritor Paulo Coelho faz amizade com Kéfera em rede social (Foto: Reprodução/Twitter)

G1 - Soube que 5 editoras procuraram você para lançar o livro. Como foi essa abordagem? Por que você escolheu publicar pela Paralela, da Companhia das Letras?
Kéfera -
 Pela negociação, a Companhia das Letras pareceu que valia mais a pena pra mim, de acordo com tudo o que eles me ofereceram. Obviamente a parte financeira também. Mas é verdade que várias editoras grandes vieram me procurar, até mesmo depois de assinar contrato com a Companhia das Letras. Já estavam me procurando há alguns anos e eu já tinha a vontade de escrever um livro, mas só agora foquei.

G1 - E foi difícil escrever o livro? Você deu uma travada ou fluiu?
Kéfera -
 Como eu não estou narrando uma história, não passei por nenhum bloqueio criativo. No sentido de 'putz, e agora o que vai acontecer com esses personagens?'. Como estava falando de mim mesma, era mais fácil teoricamente. O único bloqueio que eu tinha era de como seria a construção do texto. Eu sei o que quero contar e o que quero falar, mas como construir isso? Esse parágrafo vai falar sobre o quê? Quantas linhas eu dedico a isso? Será que eu posso usar determinada palavra? Teve todo esse cuidado, mas não tive dificuldade em repassar o que vivi. Mas fui eu que escrevi tudo. Não teve ninguém que ajudou.
A youtuber Kéfera Buchmann (Foto: Divulgação)G1 - Como uma das mais famosas youtubers, é difícil manter mais que cinco minutos de fama? Como fazer para as pessoas não enjoarem de você?
Kéfera -
 O livro é meio que uma coisa eternizada porque é material. Eu não posso mais deletá-lo. Fica para sempre pra quem quiser guardar. O livro, então, ajudou a literalmente escrever uma história. Não só a minha história, mas a fazer parte da minha história. Com certeza no segundo livro vai ter essa informação de que virou best-seller, do número de vendas, do quanto foi legal. Vou continuar nessa linha de falar a minha opinião e expressar em texto o que eu não faço em vídeos. Mas todo mundo pergunta: 'o que você acha que eu tenho que fazer para ficar conhecido no YouTube?' ou 'qual você acha que é a fórmula?'. Acho que não tem nenhuma fórmula. Sendo mais mística, acho que tem o destino da pessoa estar na hora certa. E falando alguma coisa que o maior número de pessoas se identifique, temas que viralizam. Fiz um vídeo sobre celulite, por exemplo, coisa que toda mulher se identifica, passa por isso e entende a situação que eu narrei ali no vídeo. Tem que tentar buscar alguma coisa do senso comum.

G1 - Há um preconceito com essa geração que acessa o YouTube em relação à leitura. O que você pensa sobre a literatura e essa nova geração de fãs e leitores?
Kéfera -
 Muitas pessoas falam: 'como uma pessoa da internet vira best-seller?'. É simples. Se uma pessoa tem vocação e talento para fazer mais de uma coisa, ela pode. Se eu escrevi um livro que cinco editoras me procuraram e virou best-seller, não é à toa. Não tem como fingir o sucesso. Se alguém chegou onde chegou, é por algum motivo. Alguma coisa ela acertou e fez direito. As pessoas ficam indignadas talvez por uma frustração pessoal. O importante é acreditar em você mesmo. Depende muito da determinação, da força de vontade e do foco que vai ter para sair do comum, no meu caso o YouTube, e se arriscar em coisas novas. Citando o mestre Paulo Coelho novamente, a literatura mudou. Você não vai aprender só lendo Machado de Assis, como eu cresci lendo. Você pode aprender uma maneira nova de escrever e ler o que te interessa ler. Lógico que essas obras têm seu valor, mas tem que estar aberto a mudanças e aceitar coisas novas. Tem espaço pra todo mundo.


Comentário:

O avanço da tecnologia permitiu que um número maior de pessoas  ficasse conectado buscando entretenimento o que fez com que o youtube ficasse mais conhecido. Com isso, surgiram pessoas que passaram a viver postando seus vídeos: os chamados youtubers. Com isso os youtubers passaram a achar outras formas de passar conteúdo e foram para as rádios, televisões e agora, principalmente, os livros. Mesmo com essa nova geração tenha "preconceito" em relação à leitura, a criação desses livros faz com que essa geração passe a ler, apesar de ser o mesmo conteúdo postado na internet.