sábado, 4 de maio de 2013

CULTURA


ARTE CONTEMPORÂNEA NA FAVELA DA MARÉ
Uma exposição de arte contemporânea que reúna obras de artistas como Carlos Vergara, Cao Guimarães, Daniel Senise, Cadu, Ernesto Neto, Lucas Bambozzi, Luiza Baldan, Marcelo Silveira e Vik Muniz seria sucesso em qualquer museu do mundo. Agora imagine essa exposição montada dentro da comunidade da Maré?
Esse é o projeto Travessias da Arte Urbana Contemporânea, que não só tem como objetivo levar o melhor da arte contemporânea para a Maré, mas também propõe uma articulação com esses territórios populares.

O projeto pretende promover o encontro de experiências estéticas, uma troca entre os artistas consagrados com os artistas locais. Como a arte, como expressão da vida social, se faz presente em comunidades populares? Como a arte feita na Maré representa a vida da própria comunidade, marcada pela violência e pelo estigma social? Como a arte contemporânea, muitas vezes vista como uma “arte de elite”, pode se inserir na comunidade da Maré sem ser impositiva, mas dialógica?
Este é o grande desafio do projeto Travessias, idealizado pelo Observatório de Favelas e patrocinado pela Petrobras. Em sua segunda edição, a exposição no Galpão Bela Maré pretende continuar o diálogo, para que os moradores da Maré se tornem protagonistas de sua arte e não meros espectadores.





Um comentário:

  1. Fui à exposição Travessias 2, no Galpão Bela Maré com minha família e adorei!!! A obra que mais gostei foi uma em que a pessoa coloca o olho em um pequeno buraco em uma parede de madeira e dali dá para ver outros cinco museus que foram feitos em miniatura. Muito legal!!! Você pode ver por essa espécie de “olho mágico” salas dos museus de Londres, de Nova Iorque, do MAM (aqui do Rio) e, por último, um buraco sem nada depois, mostrando galpão onde é feita a própria exposição.

    Um programa bem legal para fazer com a família!!! Eu recomendo!!!

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