domingo, 24 de março de 2013

Ciências

 O fóssil do mair pterossauro   que sobrevoou os céus do  continente americano há 110 milhões de anos foi encontrado no Brasil, como informam os pesquisadores do  Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), nesta quarta-feira (20). Este é o mais importante réptil voador pré-histórico encontrado no hemisfério Sul.
O Tropeognathus (nome científico) é da família dos Anhanguerideos e do gênero dos pterossauros. O animal de 8,5 metros de comprimento (medido pela asa) é o fóssil mais completo já encontrado - teve quase todo o esqueleto preservado, inclusive o crânio, segundo os cientistas.
"Este é o réptil voador pré-histórico mais importante encontrado no Brasil e o maior descoberto no hemisfério Sul.  O aspecto mais interessante da pesquisa é a descoberta do gigantismo desses dinossauros que viveram há mais tempo do que imaginávamos e sobrevoaram os céus brasileiros", anunciou o pesquisador Alex Kellner, do Museu Nacional da UFRJ, um dos descobridores dos fósseis.
"Em termos de pterossauros, o Brasil se destaca e tem tido uma grande contribuição nesses últimos anos. Os ossos desses animais são extremamente finos, com espessura de até 2 milímetros. Isso já dá uma ideia da dificuldade de preservar esse animal", explicou Kellner.

A descoberta foi feita na Chapada do Araripe, no Nordeste brasileiro, entre os Estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí. A bacia do Araripe reúne alguns dos mais importantes depósitos de fósseis paleontológicos do mundo.
A pesquisa investigou três exemplares diferentes de pterossauros descobertos na Chapada do Araripe: o primeiro deles é formado por uma asa de uma animal jovem que tinha mais de cinco metros. O segundo fragmento descoberto foi o osso do braço (úmero) e o terceiro exemplar paleontológico encontrado é um animal com quase todo o esqueleto preservado incluindo o crânio. Segundo os pesquisadores, apesar de muitos ossos estarem quebrados, foi possível a sua reconstituição.
O estudo da UFRJ, que foi realizado em parceria com a Universidade Regional do Cariri e com o Museu de Ciências da Terra, envolveu uma equipe de dez cientistas e levou cerca de dez anos para ser concluída.       

É que a descoberta do primeiro exemplar foi há dez anos, enquanto o último exemplar do fóssil do pterossauro foi encontrado em 2011. O esqueleto levou um ano e meio para ser montado no laboratório do Museu Nacional da Universidade. A pesquisa teve o financiamento da Faperj de R$ 100 mil e é tida como um estudo de médio porte
Fonte: www.uol.com.br

Um comentário:

  1. Poxa,na hora que vi essa matéria no computador fiquei com raiva pois saiu tudo branco,mas quanto a minha opinião eu nem sabia que esse animal poderia chegar a dois metros,imagina a quase 9,10 metros.

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